quarta-feira, 30 de março de 2011

Paradoxo Antagônico





Preso num universo que eu mesmo criei. Psicologia reversa me atinge, às vezes um conselho se torna obsessão. Escuto passos olho para trás não há ninguém. Escuto vozes, procuro e não acho, acho que estou doido, ou é apenas meu universo se expandindo? Não sei, é a reposta ideal, pois nem eu sei a certa. Coisas do passado acontecendo novamente, é o mesmo enredo com personagens diferentes. Por que será que ninguém me entende? Ou por que será que deviam me entender já que o que eu criei a mim pertence, e não a mais ninguém. Duvidas humanas, vivida com amigos que nunca te conheceram de verdade, e que provavelmente nunca irão conhecer, pelo fato de você mesmo não se conhecer. Preso num ciclo sem fim, num universo de constantes tão variáveis ou de variáveis tão constantes? Coisas sem começo terminam coisas sem fim começa. Como entender o que se passa em um mundo secreto, fechado aos que vem de fora. Como saber se a razão esta com você, quando você começa a questioná-lá. Preso em um lugar onde dizer EU TE AMO, só se é usado quando realmente se ama um lugar onde sonhos imperfeitos são verdade. Um lugar onde Eros, Persefone, Thanatos e Hades, bebem do mesmo nectar vermelho e sombrio, que os seres usam para sobreviver. Sexo, Frio, Morte e Inferno, tudo misturado ao calor Sol, unidos pela Beleza da Vida e paz dos Elísios. Perdido na beleza de Apolo e Afrodite. Vendo os céus invadirem o mar, pelas ordens de Zeus, e os mares invadirem a terra pelos poderes de Poseidon. Preso em um mundo antagônico de belas feiúras, de um amargo adocicado, de uma paz extremamente caótica, perdido em um lugar onde ninguém pode chegar, um lugar muito além do Olimpo, além da Terra, e de todo o Universo, um lugar onde eu posso chamar de Meu, um lugar que apenas eu sou o dono, esse lugar é o meu coração, terra para mim. Terra de ninguém para os outros. E por assim dizer “Eis que aqui termina o começo, e o fim que começa mais paradoxal do que antes.” Mundo de luz e trevas, de amor e ódio, paz e esperança. De um inicio se fez um fim, para que o recomeço seja eterno.

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